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Mostrando postagens com o rótulo Gabriel García Márquez

Conto #43 - Um senhor muito velho com umas asas enormes (Gabriel Garcia Marques, Colômbia, 1972)

A escrita sútil característica do autor e o estilo fábula onde o personagem não se espanta com o fantástico, com o mágico, não omite a clara crítica comportamental. Resumido a trama: um velho anjo caído é incialmente tratado com curiosidade, em seguida é aprisionado para finalmente ser desprezado. Para mim a obra do colombiano Gabriel Garcia Marquez, apesar das nuances críticas, tem um efeito agradável e reconfortante. (Onde ler: A incrível e triste história da Cândida Erêndira e sua avó desalmada , Gabriel García Márquez, Editora Record, 1998)

Conto #17 - O afogado mais bonito do mundo (Gabriel García Márquez, Colombia, 1968)

A sutileza do fantástico alegórico de García Márquez encontra rapidamente Lovecraft (afinal Estevão não veio das profundezas do oceano?). O estranhamento aqui é do leitor em relação ao absurdo do não estranhamento dos personagens.   (Onde ler:  A incrível e triste história da Cândida Erêndira e sua avó desalmada , Gabriel García Márquez, Editora Record, 1998)

Conto #7 - Assombrações de Agosto (Gabriel García Márquez, Colômbia, 1980)

A narrativa sútil de Marquez parece subverter o estranhamento do fantástico, mas será mesmo? Ou será apenas mais uma ferramenta? Enfim, num conto de pouquíssimas páginas, o autor desconstrói o fantástico numa trama simples, que lembra um relato de viagem, e na própria descrição do antigo castelo (supostamente mal assombrado), cuja a arquitetura antiga foi toda modificada. Mas lá no fundo, num quarto escuro, nada foi mexido. (Onde ler:  Doze Contos Peregrinos , Gabriel García Márquez, Editora Record, 2008)