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Conto #2 - Linha reta e linha curva (Machado de Assis, Brasil, 1860)

Machado de Assis discute, de maneira sarcástica e irônica (clichê?) temas extratemporais: relacionamento, amor e manipulação. Numa linguagem descomplicada Machado demonstra sua habilidade com as palavras e torna questões simples interessantes. O desfecho é feliz demais para o meu gosto, mas vale a pena a viagem para Petrópolis de 1860.
(Onde ler: Contos Fluminenses, Machado de Assis, Editora Martins Fontes, 2006) 

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Conto #4 - A ilha ao meio-dia (Julio Cortázar, Argentina, 1966)

Aqui, a força motriz do estranhamento de Cortázar não subutiliza o rompimento da ordem natural, ou seja, não há criaturas mágicas, desordem fantasiosa ou mundos imaginários. O realismo fantástico está na obsessão aparentemente sem motivo do personagem por uma pequena ilha grega cuja forma lembra uma tartaruga. Mas o desfecho, embora ainda mantenha a verosimilhança, sugere que talvez nossas vidas não sejam simplesmente regidas pelo "acaso". A sensação após a leitura do conto é de uma obra cuja narrativa é completa, sem arestas, sem irregularidades, (Onde ler:  Todos os fogos o fogo . Julio Cortázar, Editora Cavalo de Ferro, 2015).   

Conto #47 - Clínica de repouso (Dalton Trevisan, Brasil, 1979)

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Um dos contos mais legais de Rubião principalmente pela atmosfera onírica no melhor estilo Além da Imaginação . Ah, e sempre me agradam os finais abertos que te obrigam a pensar após de terminar de ler o texto e de uma maneira ou outra, escrever o seu final.  (Onde ler: Murilo Rubião - Obra completa , Murilo Rubião, Editora Companhia das Letras, 2010)