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Conto #20 - O depoimento de Randolph Carter (H. P. Lovecraft, EUA, 1919)

De volta ao terreno das ancestrais criaturas de Lovecraft, neste conto temos o que poderia ser uma das primeiras referências ao Necronomicon (embora o texto no rodapé do livro negue). O autor usa novamente a estratégia (a qual não me incomoda, de maneira nenhuma) de não descrever diretamente algumas situações, referindo-se ao terror como inimaginável e indescritível. A trama é simples (apesar do discurso dentro do discurso) e narra a expedição à uma tumba onde vivem criaturas horrendas; a inovação está no uso de uma espécie de "telefone" pelo qual o personagem Harley Warren (que mergulha na escuridão da tumba) conversa e descreve o que vai acontecendo a Randolph Carter, seu ajudante.
(Onde ler: H.P. Lovecraft: Medo Clássico Vol. 1, H. P. Lovecraft, Editora DarkSide, 2017)

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Conto #4 - A ilha ao meio-dia (Julio Cortázar, Argentina, 1966)

Aqui, a força motriz do estranhamento de Cortázar não subutiliza o rompimento da ordem natural, ou seja, não há criaturas mágicas, desordem fantasiosa ou mundos imaginários. O realismo fantástico está na obsessão aparentemente sem motivo do personagem por uma pequena ilha grega cuja forma lembra uma tartaruga. Mas o desfecho, embora ainda mantenha a verosimilhança, sugere que talvez nossas vidas não sejam simplesmente regidas pelo "acaso". A sensação após a leitura do conto é de uma obra cuja narrativa é completa, sem arestas, sem irregularidades, (Onde ler:  Todos os fogos o fogo . Julio Cortázar, Editora Cavalo de Ferro, 2015).   

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Um dos contos mais legais de Rubião principalmente pela atmosfera onírica no melhor estilo Além da Imaginação . Ah, e sempre me agradam os finais abertos que te obrigam a pensar após de terminar de ler o texto e de uma maneira ou outra, escrever o seu final.  (Onde ler: Murilo Rubião - Obra completa , Murilo Rubião, Editora Companhia das Letras, 2010)