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Conto #5 - A cidade sem nome (H. P. Lovecraft, EUA, 1921)

Estamos de volta ao horror pré-diluviano de Lovecraft. Dois diferenciais aqui: as criaturas ancestrais e zoomórficas não são gigantescas, mas menores que o ser humano; já o cenário, claustrofóbico,  são túneis e escadas que não permitem que o protagonista fique em pé. O resultado é aquela sensação de terror característica dos contos de Lovecraft, onde o ser humano é insignificante perante criaturas quase sempre indescritíveis e inomináveis.
(Onde ler: H.P. Lovecraft: Medo Clássico Vol. 1, H. P. Lovecraft, Editora DarkSide, 2017)

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Aqui, a força motriz do estranhamento de Cortázar não subutiliza o rompimento da ordem natural, ou seja, não há criaturas mágicas, desordem fantasiosa ou mundos imaginários. O realismo fantástico está na obsessão aparentemente sem motivo do personagem por uma pequena ilha grega cuja forma lembra uma tartaruga. Mas o desfecho, embora ainda mantenha a verosimilhança, sugere que talvez nossas vidas não sejam simplesmente regidas pelo "acaso". A sensação após a leitura do conto é de uma obra cuja narrativa é completa, sem arestas, sem irregularidades, (Onde ler:  Todos os fogos o fogo . Julio Cortázar, Editora Cavalo de Ferro, 2015).   

Conto #64 - A noiva da casa azul (Murilo Rubião, Brasil, 1947)

Um dos contos mais legais de Rubião principalmente pela atmosfera onírica no melhor estilo Além da Imaginação . Ah, e sempre me agradam os finais abertos que te obrigam a pensar após de terminar de ler o texto e de uma maneira ou outra, escrever o seu final.  (Onde ler: Murilo Rubião - Obra completa , Murilo Rubião, Editora Companhia das Letras, 2010)

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Mais um conto genial que trata do envelhecimento e das relações familiares. O tema é recorrente na literatura brasileira e o livro em questão, a antologia " Contos Brasileiros Contemporâneos " é em grande parte muito pesado e por várias vezes não há como fugir do nó-na-garganta. (Onde ler: Contos Brasileiros Contemporâneos , Luiz Vilela e outros, Editora Salamandra, 2005)