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Conto #24 - O fantasma de Canterville (Oscar Wilde, Irlanda, 1887)

Apesar de por vezes classificado infantil, o conto O fantasma de Canterville é de uma construção invejável: uma deliciosa mistura de horror, humor e drama. É impossível também não identificar no texto as características góticas que iriam influenciar o cinema, os quadrinhos e os cartoons do século seguinte a sua publicação.
(Onde ler: Contos de suspense e terror: obras primas de grandes mestres do conto, vários autores, Lebooks Editora (digital), 2017) 

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Conto #4 - A ilha ao meio-dia (Julio Cortázar, Argentina, 1966)

Aqui, a força motriz do estranhamento de Cortázar não subutiliza o rompimento da ordem natural, ou seja, não há criaturas mágicas, desordem fantasiosa ou mundos imaginários. O realismo fantástico está na obsessão aparentemente sem motivo do personagem por uma pequena ilha grega cuja forma lembra uma tartaruga. Mas o desfecho, embora ainda mantenha a verosimilhança, sugere que talvez nossas vidas não sejam simplesmente regidas pelo "acaso". A sensação após a leitura do conto é de uma obra cuja narrativa é completa, sem arestas, sem irregularidades, (Onde ler:  Todos os fogos o fogo . Julio Cortázar, Editora Cavalo de Ferro, 2015).   

Conto #47 - Clínica de repouso (Dalton Trevisan, Brasil, 1979)

Outro conto que explora as relações familiares, a infelicidade e o envelhecimento (assim como Feliz Aniversário , da Clarice Lispector). Pessimista no sentido que parece não haver alternativas razoáveis  para o envelhecer. (Onde ler: Contos Brasileiros Contemporâneos , Dalton Trevisan e outros, Editora Salamandra, 2005)

Conto #64 - A noiva da casa azul (Murilo Rubião, Brasil, 1947)

Um dos contos mais legais de Rubião principalmente pela atmosfera onírica no melhor estilo Além da Imaginação . Ah, e sempre me agradam os finais abertos que te obrigam a pensar após de terminar de ler o texto e de uma maneira ou outra, escrever o seu final.  (Onde ler: Murilo Rubião - Obra completa , Murilo Rubião, Editora Companhia das Letras, 2010)