Mais um conto genial que trata do envelhecimento e das relações familiares. O tema é recorrente na literatura brasileira e o livro em questão, a antologia "Contos Brasileiros Contemporâneos" é em grande parte muito pesado e por várias vezes não há como fugir do nó-na-garganta.
(Onde ler: Contos Brasileiros Contemporâneos, Luiz Vilela e outros, Editora Salamandra, 2005)
Aqui, a força motriz do estranhamento de Cortázar não subutiliza o rompimento da ordem natural, ou seja, não há criaturas mágicas, desordem fantasiosa ou mundos imaginários. O realismo fantástico está na obsessão aparentemente sem motivo do personagem por uma pequena ilha grega cuja forma lembra uma tartaruga. Mas o desfecho, embora ainda mantenha a verosimilhança, sugere que talvez nossas vidas não sejam simplesmente regidas pelo "acaso". A sensação após a leitura do conto é de uma obra cuja narrativa é completa, sem arestas, sem irregularidades, (Onde ler: Todos os fogos o fogo . Julio Cortázar, Editora Cavalo de Ferro, 2015).

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