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Conto #55 - Crooner (Kazuo Ishiguro, Inglaterra, 2009)

Não diria decepcionado, mas esperava um pouco mais de um Nobel da literatura. Porém, a leitura fácil e fluída, o texto sensível e o ambiente "cenográfico" e muito bem definido - uma Veneza às vezes romântica ao anoitecer e ao som melancólico do jazz, faz do conto uma experiência muitíssimo agradável.
(Onde ler: Noturnos - Histórias de música e anoitecer, Kazuo Ishiguro, Editora Companhia das Letras, 2009)

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Conto #4 - A ilha ao meio-dia (Julio Cortázar, Argentina, 1966)

Aqui, a força motriz do estranhamento de Cortázar não subutiliza o rompimento da ordem natural, ou seja, não há criaturas mágicas, desordem fantasiosa ou mundos imaginários. O realismo fantástico está na obsessão aparentemente sem motivo do personagem por uma pequena ilha grega cuja forma lembra uma tartaruga. Mas o desfecho, embora ainda mantenha a verosimilhança, sugere que talvez nossas vidas não sejam simplesmente regidas pelo "acaso". A sensação após a leitura do conto é de uma obra cuja narrativa é completa, sem arestas, sem irregularidades, (Onde ler:  Todos os fogos o fogo . Julio Cortázar, Editora Cavalo de Ferro, 2015).   

Conto #47 - Clínica de repouso (Dalton Trevisan, Brasil, 1979)

Outro conto que explora as relações familiares, a infelicidade e o envelhecimento (assim como Feliz Aniversário , da Clarice Lispector). Pessimista no sentido que parece não haver alternativas razoáveis  para o envelhecer. (Onde ler: Contos Brasileiros Contemporâneos , Dalton Trevisan e outros, Editora Salamandra, 2005)

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